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    A Lava Azul do Kawah é um perigoso espetáculo vulcânico.

    Lava normalmente é vermelha ou laranja. Não na encosta do Kawah, na Indonésia. O vulcão é um dos únicos no mundo que expele a lava azul, que nada mais é do que enxofre líquido em combustão.

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    No Brasil, atividade vulcânica é uma coisa do passado. Embora atualmente, somente vestígios sejam encontrados, como o do Vulcão Amazonas, as terras tupiniquins já foi palco de erupções gigantescas. Contudo, existem locais no mundo onde morar na sombra de um vulcão é coisa diária. Nas áreas das bordas das placas tectônicas, onde terremotos ocorrem com facilidade, os vulcões também são criados. Duas áreas em especial produzem um fenômeno singular, a Etiópia, na África, e a Indonésia, na Ásia. Aliás, a segunda nação é uma das mais geologicamente ativas do planeta. Não por menos, seu conjunto de ilhas faz parte do Círculo de Fogo do Pacífico. Nada menos do que a área mais propensa para desastres tectônicos. O que no caso se entende como terremotos, maremotos e erupções vulcânicas.

    Mas, o que esses dois lugares tem em comum? Embora em placas distintas, dois vulcões nessas localidades produzem a chamada lava azul. Na Etiópia, o fenômeno é visto dentro do Labtalk, no Deserto de Danakil, perto de Dallol, uma enorme cratera responsável por conter o lugar mais quente do planeta. E que preserva fotos magníficas de sua atmosfera sulfurosa. Na Indonésia, o responsável é o vulcão Kawah, localizado na província de Java Oriental. Embora faça parte de um complexo de vulcões chamado de Ijen, somente o Kawah chama a atenção por sua lava azul. Agora, o motivo dessa cor diferente é bem mais simples do que o imaginado. Na verdade, ambos os vulcões produzem lava na forma como conhecemos, alaranjada, bem quente e viscosa que sai pelas fendas vulcânicas. Tanto é que dentro da caldeira desses locais a lava é realmente da cor de qualquer vulcão no mundo. Inclusive essa é a características de vulcões quentes no nosso sistema solar.

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    A cor avermelhada ou alaranjada do magma é produzida pela sua altíssima temperatura. A radiação térmica de um material que chega a 900º C. Contudo, ambos os vulcões são ricos em compostos de enxofre, e é esse elemento que transforma o local em um show pirotécnico que não parece desse mundo. Dada as peculiaridades existente nestes dois pontos, como temperatura e pressão, o enxofre passa a se liquefazer. E ao mesmo tempo, entrar em combustão. Então, o que escorre pelas encostas do Kawah nada mais é do que enxofre em estado líquido a ponto de combustão. As fissuras e a correnteza sulfurosa corre encosta abaixo até desaguar em um lago de cor turquesa que a primeira vista é agradável diante de toda a atmosfera tóxica.

    Porém, como as aparências enganam, o lago não possui água, mas sim ácido clorídrico e ácido sulfúrico. O suficiente para colocar o PH, índice de acidez em 0, nada mais do que extremamente ácido. Essa quantidade de enxofre torna-se uma espécie de bônus e de ônus para o vulcão, embora o ônus seja mais visível a população local. Isso pelo fato de que, dado a forma que o enxofre é expelido, ele depois se torna sólido. Logo, o Kawah e o Labtalk são excelentes pontos de extração desse elemento, utilizado na indústria alimentícia inclusive. Agora, o perigo conta nos riscos envolvidos nessa operação. Primeiro, que fotógrafos experientes tem um cuidado redobrado para tirar as fotos que você e todo mundo pode ver na Internet.

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    O principal nome nessa área é de Oliver Grunewald, que passou anos tirando fotos desses eventos. No caso do Kawah, foi necessário o uso de luvas e botas espessas para que a pele não fosse queimadas pelos gases. Uma máscara de respiração também era um item primordial, já que a maior parte dos trabalhadores da extração de enxofre sofre com sulfurose no pulmão. Nada mais é do que o acúmulo de enxofre dentro do pulmão, que mais tarde pode ocasionar enfisema e a doença obstrutiva crônica. Então, é claro que nem mesmo a visita para expedições para ver a lava azul é recomendada. Mas é claro que a beleza das fotos retiradas do lugar, essas podem ser sim apreciadas.

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