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    Quem produziu a Marcha Fúnebre?


    Beethoveen e Liszt produziram suas obras, mas a Marcha Fúnebre mais conhecida é a de Chopin. Produzida em 1837, é sem dúvida um dos trabalhos mais notáveis do compositor polonês.

    É impossível não notar que em desenhos animados, filmes e séries a música cria ambientação. Não é raro tocar uma música lenta quando se quer passar o romantismo de Veneza ou de Paris. Ainda assim, quem sabe uma perseguição pelo metrô de Moscou, dessa vez a música será em tons rápidos e abruptos. Até mesmo a falta dela é uma forma de prelúdio para o suspense e o terror. Pois bem, desde que o cinema e a TV passaram pela sonorização, é normal usar a história da música. No meio de tantas que você já deve ter escutado em algum momento mas nunca se lembra é capaz de ter passado pela Marcha Fúnebre. Em episódios de Chaves, do Pica Pau e do Papa Léguas, ela já apareceu. Pois saiba que de marchas fúnebres a história está cheia, isso pelo fato de que grandes mestres da música compuseram suas próprias marchas, mas somente uma ganhou o status de "A Marcha Fúnebre".

    Seu produtor foi o polonês Frédéric Chopin. E ele não a chamava de Marcha Fúnebre, mas apenas de marcha. Os estudiosos do gênero argumentam que durante a sua vida, Chopin detestara colocar adjetivos em suas composições. Por isso jamais usou o termo fúnebre em sua obra. Na verdade, a marcha que hoje é creditada como uma das composições mais populares do pianista nem é uma obra singular. Ela faz parte de uma Sonata produzida para piano, intitulada de nº2 para a ópera 35. Somente na terceira parte, em que a melodia se torna serena é que temos a conhecida marcha. Mesmo com o estereótipo atual de ser envolvida com a morte e com enterros, Chopin não a produzira com esse intuito. Por mais que se quisesse passar a tristeza pelo falecimento, ainda assim tal composição buscava enaltecer o falecido, e jamais adotar um tom negativista.


    A Sonata, como anteriormente dito, fora produzida para ser tocada em um piano. E o foi até que uma orquestra produziu o arranjo do movimento número III da sinfonia. O responsável foi Napoléon Henri Reber em 30 de Outubro de 1849, no cemitério de Père Lachaise, em Paris. O falecido era o próprio Chopin. Sendo assim, ele foi o primeiro homem a ser enterrado sobre as honras de sua própria criação. Depois dele, sua Marcha ganharia os velórios de personalidades como Margareth Tatcher e Winston Churchill, primeiros ministros britânicos, e também de ex-líderes da União Soviética, como Leonid Breznev. Depois da produção de Reber, outros maestros ao redor do mundo passaram a parte III da Sonata para suas orquestra, em especial Sir Edward Elgar, que em 1933 transcreveu a de maneira completa a obra de Chopin. O motivo era de uma comemoração, um concerto em sua homenagem no ano seguinte. Pode-se pensar que por ser Chopin, sua música fora agraciada por todos os ouvidos certo? Errado. Críticas foram colocados sobre o trabalho do músico, inclusive depois de sua morte. Em especial na junção das quatro parte da Sonata nº2.

    Para os que não apreciaram a obra, o erro se encontrava em unir sons tão distintos, visto que não teriam afinidades temáticas entre si. Mesmo assim, eram vistos de forma admirável de forma solitária. Outros destacavam que achavam a obra presunçosa e um escárnio para a música, como se a soberba já tivesse dominado Chopin. É claro que essa sinfonia não estaria aqui se essas fossem as ideias majoritárias. E, mesmo com críticas ferozes, seu trabalho se manteve com o tempo. Franz Liszt, um amigo de Chopin e também compositor destacou que a Marche funèbre, seu título oficial, é de uma doçura penetrante que dificilmente é encontrada na terra", enquanto outros críticos destacavam que essa parte era o melhor produzido em toda a Sonata.


    A composição como um todo também foi responsável por influenciar obras futuras dentro e fora da música, da mesma forma que Chopin fora influenciado por Mozart, por exemplo. A própria Sonata tem inspirações em Bath e Bethoveen, outros dois nomes de peso da era clássica da música. Richard Wagner usaria a primeira parte da composição para iniciar a criação de seu Ciclo do Anel em uma série de óperas nórdicas épicas, culminando no "Anel do Nibelungo". Seja qual for o momento da história, é impossível não se impressionar com esta criação. Por isso, da próxima vez que escutá-la em algum lugar, não acredite que ela tenha sido associada a morte. Não, antes de mais nada, é necessário conhecer o que o autor queria passar, e não era a glorificação do fim.

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