Tip e Patricia; o maior e o mais intenso furacão já registrado na história.

O Oceano Pacífico é o lar das maiores tormentas já vistas. O Tufão Tip detém o título do maior. Seu tamanho englobaria boa parte da América do Sul. Já o Patrícia atingiu o México, e foi o mais forte furacão já medido pelo homem.

O Oceano Pacífico é o lar das maiores tormentas já vistas. O Tufão Tip detém o título do maior. Seu tamanho englobaria boa parte da América do Sul. Já o Patrícia atingiu o México, e foi o mais forte furacão já medido pelo homem.

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Sabemos que a natureza é poderosa. E de vez em quando ela faz questão de nos lembrar disso. Um dos fenômenos mais poderosos que podem ser vistos na Terra são os furacões. Enormes massas de ar, de formato circular com ventos que podem chegar até trezentos quilômetros por hora. Claro que nem todas as áreas do planeta são capazes de sofrer com esta tormenta. O Golfo do México, a Califórnia, o México e a região do Sudeste Asiático, são mais promissoras em intensificar verdadeiros monstros. E na maior parte das vezes estão em rota de colisão desses eventos.

Em primeiro lugar, para que se forme um furacão, o componente vital é que as águas oceânicas estejam quentes, acima de 27ºC. A evaporação então servirá como combustível para o furacão. Quanto mais quente o oceano estiver naquele momento, mais poderosa pode se tornar a tormenta. Não por menos, os dois mais poderosos furacões já medidos foram fabricados em momentos em que o Pacífico se encontrava bem mais quente do que a média normal. Suas duas crias foram o Tip e o Patrícia; um em 1979, e o outro, em 2015.

O ano de 1979 teve uma cota de tormentas bem acima do normal. Antes do Tip, a região do Sudeste Asiático e do Japão já tinham visto quarenta e duas depressões tropicais. Até que em quatro de outubro, o monstro começou a sair da jaula. Depois de passar pela ilha norte americana de Guam, o Tip ganhou status de Super Tufão. Seus ventos sustentados chegaram a estrondosos 305km/h. Antes do Tip, somente o Camille, no Atlântico em 1969 conseguiu a proeza de ter o mesmo índice de vento. A escala de Saffir Simpson, construída para avaliar os furacões o colocou como Categoria 5, a mais alta possível. Porém, o Tip não está aqui por ser o mais poderoso, mas sim por ser o maior.

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Na categoria 4, os ventos entre 209 e 251 quilômetros por hora podem provocar sérios danos a construções consideradas seguras, como a destruição do telhado, e derrubar muitas árvores e postes de sustentação da rede elétrica na região, o que deixaria a região inabitável por várias semanas. Entram na categoria 5, a mais alta da escala, os furacões com ventos acima de 252 quilômetros por hora. Eles causam danos “catastróficos”, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

No auge do sistema atmosférico, o Tip alcançou um diâmetro de 2.220 km. Isso é o suficiente para englobar praticamente a América do Sul inteira sobre os seus ventos e nuvens. Em linha reta, a distância da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, até Santiago, capital do Chile é de 1.360 km; Ou seja, você conseguiria ir do Atlântico até o Pacífico e ainda assim não atingiria o diâmetro que o Tip conseguiu se manter. Além disso, o Super Tufão tem o recorde de ter a menor pressão atmosférica em seu olho, de 870 mbar. Contudo, por mais que ninguém ganhe em tamanho do Tip, ele ainda assim perde em força para outra criatura vinda do Pacífico, mas desta vez do outro lado do oceano; o Patrícia.

Diferente do Tip, que começou de maneira rápida a se desenvolver, o Patrícia, em 2015 foi bem mais metódico. A depressão tropical que se tornaria o furacão se tornou a vigésima quarta tempestade tropical da temporada. Com uma condição excepcionalmente favorável, com o destaque da temperatura das águas oceânicas aquela data, o Patrícia começou a se intensificar realmente em 22 de Outubro daquele ano. A tormenta pode ter demorado a se fortalecer, mas quando o fez, demorou apenas vinte e quatro horas para se tornar o mais poderoso furacão já registrado. Da mesma forma que o Tip, adquiriu o nível 5 na escala de furacões de Saffir Simpson. No dia 23 de Outubro, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos conseguiu medir a velocidade de seus ventos sustentados, chegando a estrondosos 345km/h. Sendo assim, pelos ventos encontrados, o Patrícia se tornou a tormenta mais poderosa já registrada no planeta.

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Por sorte, todo esse poder não atingiu áreas densamente povoadas. O Patrícia chegou a região mexicana de Vera Cruz e Quintana Roo, predominantemente rurais. Seus efeitos foram sentidos na Nicarágua e no estado americano do Texas. Os efeitos financeiros logicamente foram devastadores, girando na ordem de US$ 485 milhões em edificações danificadas e perdas agrícolas. Porém, o custo humanitário foi menor do que outras catástrofes climáticas de menor tamanho e poderio. Como foi o caso do Katrina no Golfo do México em 2005. O ciclone Bohla, de nível 3 na escala de furacões é o mais mortífero dentre todos o que existe algum tipo de medição. As baixas ficaram entre trezentos mil a meio milhão de pessoas. Isso pelo fato de ter atingido uma zona sensível do Bangladesh e da Índia. Agora, imagine como um Tip ou um Patrícia a atingirem essa localidade.

Por mais que assustem, furacões, ciclones ou tufões são considerados normais na atmosfera terrestre. Contudo, a uma diferença entre situações normais e situações atípicas, com mais força. Como já mencionado, o combustível principal para estas tormentas é o aquecimento das águas oceânicas, o que vem sendo verificado gradativamente com o decorrer das décadas. Sendo assim, é normal inferir que quanto mais combustível - a evaporação das águas - for produzida, mas poderosas as tempestades se tornaram. Fica então a pergunta, pode então as ações do homem influenciar na força de furacões e torná-los cada vez mais fortes. O Tip e o Patrícia foram anormalidades em tamanho e em força, mas será eles um prelúdio para a normalidade nos sistemas de tempestades a partir de agora? 

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O Curioso Mundo de Vítor Hugo: Tip e Patricia; o maior e o mais intenso furacão já registrado na história.
Tip e Patricia; o maior e o mais intenso furacão já registrado na história.
O Oceano Pacífico é o lar das maiores tormentas já vistas. O Tufão Tip detém o título do maior. Seu tamanho englobaria boa parte da América do Sul. Já o Patrícia atingiu o México, e foi o mais forte furacão já medido pelo homem.
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